quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Minha Mente, Minha Casa

Então acorda do pulo
No instante da entrada
A emergência na porta
É erro que não abria

Feito o que já se esperava
Era agora porta amiga
Mesmo sendo uma porta 
Saberia o que você queria
 
Assim caminha pela casa
No acordar do dia
Já vendo as imagens
Da porta que enfrentaria

Aproxima-se com ar de servo
E como bom servo suplica
Que possa alegrar os olhos
E satisfazer a barriga

Reflete sobre o que esta contido
E o que contigo não estaria
Para dali nada tirar
Além da água merecida 

Para e observa o resto
As portas abertas que se fecham
Fecham-se em parte do dia

Sempre pelo medo 
Da privacidade furtada
E pela dor 
Da intimidade ferida
Thyago Vasconcelos

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

De todo Querer

É Meu o querer
De estampar a dor
Ter cartas nas mangas
E ser a critica sem pudor

É do meu querer
Pular esta dança
Ser o palco da dama
E gritar pelo doutor

Não é teu dever
Importar as desculpa
Ainda que a culpa
Seja traquinagem do "amo você"

Será o meu dever
Esperar pela amarga gula
Ter a minha cura
Com o amanhecer

Restará a obrigação
de por um fim endurecer
E por amor amadurecer.
Thyago B. Vasconcelos


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Entre Migalhas

Dependo do passo
Em espaço cheio
Para desmentir;

Trair teorias;
Teoremas;
Teria teu amar

Só se fosse;
Ter eu seria;
Querer a mentira;
De poder sonhar

Troco as pernas
Passo a passo
Peso uns trocados

Calmo caminho
Para a cama
E com calma
Paro de amar.

Thyago Vasconcelos

sábado, 23 de julho de 2011

Meu Canto, só teu canto


Desculpa minha pressa
Presa fácil de caprichos
Desocupa minha calma
Que a calmaria, tende a vacilar

Alma gêmea
sem dor, sem cor
Decorando meu coração

De tantos donos
Donos sem propriedade,
Sem prioridade
Donos dessa crise econômica do amar

Estou indo investir
Investir no ódio
Verbalizar a raiva
Barganhar o amor
e vender tudo

Por qualquer felicidade em alta 
Resolver problema
Meu e seu
Nesse Jejum sem sentido

Para que sentir?
Para que respirar?
Vamos correr nus em algum lugar

Nessas soluções aleatórias
Conclusões de ultima hora
Tudo para no fim
esperar

Esperar para sentir
para respirar
para correr nu
e no canto despejar

Despejar sonhos
E arrastar no dente
Toda a realidade
De amar sem fim. 

Thyago Barreto Vasconcelos

terça-feira, 12 de julho de 2011

Por Um Fim

Deixa ver o sabor;
Acender duas velas;
à meia luz.

Mostrar a verdade;
em pratos rasos;
conduzindo os fatos.

historia instruída;
Arquitetada na areia;
Declara o fim do dia claro
Regado ao jardim alheio 

Sempre a colher frutos proibidos
Sempre a acolher frutos preferidos
Sempre pedindo pela colher de chá
Sempre e desta vez, por fim

Fazendo o favor!
Deixa as velas à meia luz,
eu e as verdades
Pelo fim.
Thyago Barreto Vasconcelos

domingo, 22 de maio de 2011

TEMPO BOM NOS BONS TEMPOS DE MENINO

Desacatado coração latino;
No despertar matutino;
Desagrega beijos e abraços;

Desconta toda raiva que vive;
Desmente o que não é sentido;
Descobrindo não ser mais menino;

Menino que perdia bola;
Mentia e colava na prova;
Menino, desatino menino;

Libertino coração desatado;
Num amar desajeitado;
sobrevive na manhã seguinte;
Solene e Sonolento Sentir;

O menino que sabia amar;
Em prosa ou verso;
Desculpa-se do resto;
Restando, da pena, o silenciar.

Menino  perdendo prova
Menino Pulando corda
Menino sendo menino
será capricho do destino 
se ainda souber amar.
Thyago Barreto Vasconcelos

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Amor Artesanal


É tapa soluto em sorriso
à mordida degustada entre lábios.
É dor desmanchada na boca
marcada por suspiros mais altos.

É vontade agarrada ao não,
É talvez provocando o sim.
É a resposta que se diz quieta
no aventurar do tato.

É roupa despedindo-se do corpo
É corpo despindo-se abobado
nos olhos descansados da vaidade
É no resultado do que restou
na ternura do abraço.

Convém desfrutar;
reter; soltar; prever; 
oscilar no bom mal querer 
pronto para proclamar,
no contexto deste seio,
todo o amor produzido 
em poucas vogais.

Thyago Barreto Vasconcelos



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Se vai enganar, engana-se


é fato oculto
cultuar a mentira
tirar dali a verdade
arte inocente de criar

uma culpa cuidada
desocupada da moral
uma desculpa ruidosa
devorando a falta que faz

nossa disputa real
travada por algoritmos
no ritmo fúnebre
de uma morte cerebral

fundada brevemente
na sorte que escapa
expondo no rosto
a capa rasgada da mente
antes demente e sagaz

Thyago Barreto Vasconcelos

terça-feira, 10 de maio de 2011

Rabisco Meu


nada mais, nada menos
só bastava acreditar
amor, amar, amei
ilusão gostosa de crer

já não me vejo por lá
os casos que passaram
acasos que nem chegaram a passar

livre caminho por ali
sentindo e vivendo
sem deixar vir, ver e ir

intocável até que provoquem o contrario
é o contexto fiel
ao meu eterno parágrafo
muito longe de qualquer ponto final.

Thyago Barreto Vasconcelos

domingo, 27 de março de 2011

O outro lado do peito


Foi roubado o esquerdo sem o direito de um adeus, por tudo que já tinha, por tudo que não tinha e por tudo que deixava ficar, não deixara nem a ultima batida forte da saudade vacilar.
Saudade daquela esquerda, cega, maluca e estúpida que, para tudo e antes de tudo, parava para sentir a simples equação, entre sim e não. Na presença era raiva, na ausência era falta de não ter a sua metade para brindar.
Agora me retorna, de cara limpa e safada, fazendo carnaval no jorrar das lágrimas.
Repouso as idéias da sua criada lógica na inspiração razoável para então relaxar, e assim, em um ato do amor próprio absoluto, pego a me dizer: - te amo.
Na falta de um grito
Thyago Barreto Vasconcelos

domingo, 6 de março de 2011


Desafio quem for!

My game! My rules!

Minhas escolhas! Meus costumes!

Minhas idéias e meus valores

Em prova a cada segundo

No alvo, o meu consumo

Não pode transbordar

Nesta reta "D",

tendendo ao infinito

Posso te encontrar

Numa panorâmica geometria incorreta

O certo pode vir a calhar.

Thyago Vasconcelos

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Em poucas palavras...


Hoje só vim dizer isso.

"O romantismo morreu por amor, a putaria nasceu da dor e o pudor ta fudido!"

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vc por todos os lado. Saudade!


Em alegria comum,

comum de qualquer dia,

Num mesmo velho trajeto;

Caminho entre o sorriso

E aquele criminoso aceno.


O adeus de antes;

Agora mora na periferia;

Do que antes não via;

Provocando sensações de perda;

No que ainda voltaria.


Peço apenas para sair,

Sair dessa quebrada maquina do tempo,

Que não me leva a lugar algum;

Nem passado, nem futuro;

Deixando nesse eterno presente;

Uma quase solidão.

Thyago Barreto Vasconcelos