sábado, 23 de julho de 2011

Meu Canto, só teu canto


Desculpa minha pressa
Presa fácil de caprichos
Desocupa minha calma
Que a calmaria, tende a vacilar

Alma gêmea
sem dor, sem cor
Decorando meu coração

De tantos donos
Donos sem propriedade,
Sem prioridade
Donos dessa crise econômica do amar

Estou indo investir
Investir no ódio
Verbalizar a raiva
Barganhar o amor
e vender tudo

Por qualquer felicidade em alta 
Resolver problema
Meu e seu
Nesse Jejum sem sentido

Para que sentir?
Para que respirar?
Vamos correr nus em algum lugar

Nessas soluções aleatórias
Conclusões de ultima hora
Tudo para no fim
esperar

Esperar para sentir
para respirar
para correr nu
e no canto despejar

Despejar sonhos
E arrastar no dente
Toda a realidade
De amar sem fim. 

Thyago Barreto Vasconcelos

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