Desculpa minha pressa
Presa fácil de caprichos
Desocupa minha calma
Que a calmaria, tende a vacilar
Alma gêmea
sem dor, sem cor
Decorando meu coração
De tantos donos
Donos sem propriedade,
Sem prioridade
Donos dessa crise econômica do amar
Estou indo investir
Investir no ódio
Verbalizar a raiva
Barganhar o amor
e vender tudo
Por qualquer felicidade em alta
Resolver problema
Meu e seu
Nesse Jejum sem sentido
Para que sentir?
Para que respirar?
Vamos correr nus em algum lugar
Nessas soluções aleatórias
Conclusões de ultima hora
Tudo para no fim
esperar
Esperar para sentir
para respirar
para correr nu
e no canto despejar
Despejar sonhos
E arrastar no dente
Toda a realidade
De amar sem fim.
Thyago Barreto Vasconcelos

Nenhum comentário:
Postar um comentário