sexta-feira, 18 de junho de 2010

No Meio do Rio


E era assim

No meio do rio

Algumas fotografias

E o vai e vem


No chão um pouco do certo e do não

Era daquele jeito um sossego

Alternado para o que não chegava

Era até escravidão


E no meio do sermão

Não se via a quem

Mas o que de alguém

E o quem deixava de existir além

Para nascer e morrer ali


Então a chuva vinha

E dali, já só, não findava

Com as gotas de gratidão

Que os olhos demonstravam

Na tentativa de convidar a nuvem a ficar


Thyago Barreto Vasconcelos

segunda-feira, 14 de junho de 2010

"A vida e o amor"


"E no descuido do que lia

Expressava-me grato

Como lascivo erudito

Por conter em cada passo

A história e a poesia

Exaltado pela bibliografia

Citadas em cada curva

Descritas em cada esquina

Via-me a questionar o que escrevia

E de fato, o feto que ali nascia

Era frase, fruto belo que crescia

Cultivado da arte da guerra

Resgatado do seu florete

Retalhando em mil palavras

A única verdade indestrutível"

Thyago Barreto Vasconcelos