sábado, 18 de dezembro de 2010

Na Vontade


Sinto-me na obrigação de criar.

Cria minha que cresce;

Adotada sem protocolos;

Sem nenhum nome;

Livre de qualquer dono.


É a genética bruta;

Saboroso papel em branco,

Tentação para qualquer criador;

Parque de diversão,

De qualquer criação;

Solta para evoluir, borrar;

Desfazer ou replanejar.


Despejar sonhos em linhas retas,

Mesmo que a vida esteja nas tortas;

Fazer novos portadores de sonhos;

Nesse vírus que constrói,Cria e constrói.


Indo e vindo eterno;

Sempre naquela obrigação;

De não viver nenhuma isolada criação;

Mas serem todas elas, uma só prosopopéia.

Thyago Barreto Vasconcelos

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

De repente um bocejo


Na seqüência

Deixo a carta

Que antes de amor

Agora provocação


Me infesto das idéias

Dignas do mérito

Da inutilidade dos fatos


Esqueço alguns passos

Perco o ritmo

Entre pernas trocadas

a ausência do chão


Me surpreendo nas oportunidades

Me iludindo de conseqüências

Julgando que cada movimento

Será o estouro da represa

Que trará a mudança desta encarnação de sonhos.


Para sempre criar

Para sempre mudar

Para sempre chegar em algum lugar.

Thyago Barreto Vasconcelos