
Sinto-me na obrigação de criar.
Cria minha que cresce;
Adotada sem protocolos;
Sem nenhum nome;
Livre de qualquer dono.
É a genética bruta;
Saboroso papel em branco,
Tentação para qualquer criador;
Parque de diversão,
De qualquer criação;
Solta para evoluir, borrar;
Desfazer ou replanejar.
Despejar sonhos em linhas retas,
Mesmo que a vida esteja nas tortas;
Fazer novos portadores de sonhos;
Nesse vírus que constrói,Cria e constrói.
Indo e vindo eterno;
Sempre naquela obrigação;
De não viver nenhuma isolada criação;
Mas serem todas elas, uma só prosopopéia.
Thyago Barreto Vasconcelos
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