sexta-feira, 18 de junho de 2010

No Meio do Rio


E era assim

No meio do rio

Algumas fotografias

E o vai e vem


No chão um pouco do certo e do não

Era daquele jeito um sossego

Alternado para o que não chegava

Era até escravidão


E no meio do sermão

Não se via a quem

Mas o que de alguém

E o quem deixava de existir além

Para nascer e morrer ali


Então a chuva vinha

E dali, já só, não findava

Com as gotas de gratidão

Que os olhos demonstravam

Na tentativa de convidar a nuvem a ficar


Thyago Barreto Vasconcelos

2 comentários:

Saul disse...

"Então a chuva vinha

E dali, já só, não findava

Com as gotas de gratidão

Que os olhos demonstravam

Na tentativa de convidar a nuvem a ficar". Adorei esse último verso! Espero pelo próximo texo! =p

João Paulo Sousa disse...

a angústia da espera, o desespero da partida. o consolar das lembranças!