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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Minha amiga sua

Voluptuosa ela se apresenta
Não espanta,
é abundância que representa
Sincera, simples e direta
Lá estava ela,
Nos achados e perdidos,
Em cada passo,
Em cada desnível
Incansável e insistente
Latente e vibrante
Em meio a tantos ausentes

Chegava de mansinho
Em um sussurro de carinho
Vandalizando todas as construções
E, em seu abraço de consolo
Regorjeia a harmônia das demolições

Ela é nossa melhor amiga
Aquela não escolhida
Que escolheu vívida
Ser a que essencializa

A que resignifica
Toda a trama
Passada, pisada, antecipada
Preenchendo todo o vazio com o espaço

Levanta toda a poeira dos temores
Organizando seus amores
Na desordem dos controles

Por fim, te faz ver
Te faz ser
Te faz fazer
Te Faz de você
Hóspede e morada
Da nossa maior dadiva
Ela, a vida linda de viver.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Tempero Juramentado


Tempero social
Um Tratado intencional
Juramento de uma casal
A perambular descalço

Esclarecendo destino desatino
Em Seguimento secreto
Num Preâmbulo matinal
Fadado ao fim
farto de todo esse sentimento fetal

Esvazia todo o ardor
Desoxigenando o amor
Para amar sem limiar

Todas as prerrogativas rogadas ao vento
São Mentoras dos cheiros condicionais
Vandalizando o tempo
Engarrafado no momento
Daquele nosso beijo seu.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Cantar e rolar, cantarolar!

Em um canto
ao encantar-se
Descobre o encontro
Do inciar do conto
ao contornar-se

Acampando aos pés do conforto
Confrontando o desgosto
Do, sem gosto, confrontar 

Respira fundo,
do fundo do pesar;
Pensando o que há de mais profundo;
Do vazio das respostas,
Ao ninhar das perguntas,
Convalesce.

Totem

Virgem, paladar
Creditar no alto
Colheita do outro

Biscoito,  gozar
Trem Aglomerado
Passos rifados

Cinto, inseguro
Isolada ilha de sentidos
Sentimento nu

Fato, falho
Oblíquo da verdade
Instabilidade do ventre

Fim, par
Paridade ímpar
Equilíbrio sagaz
Jaz em paz

10, esperto
Fruto vigiado
Maduro destino
Entre o caos, sereno
Na noite sozinho
Feliz