segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Um convite


Vem vê o que não é
Venha comigo nada ter

Ficar pouco
Estar quase nunca
Ser para sempre
Ou não...

Um convite para vim ver
Sem ti, pensar
Sem ti, viver
Sentir amor
Ao convidar você

invoca a ousadia da dor
Como bom partilhador
Em dor, domina
Para na cama
dormir

mendigando  compreensão
nas migalhas da verdade
Sempre seduzido a ignorar
Fico no vácuo

Vasculhando no vazio
Perguntas aprofundadas
Mergulho fundo
Me engano
Erro
caio

Oscilando nos vacilos
Questiono-me
Quando não aceito
Rejeito, reinterpreto
Certo de que ainda vivo
Sei que há vida em fim

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