
Até que enfim
Agora muro firme
Ainda que vulnerável
Permanece intocável
Porém no acaso
O olhar sutil
Deita meu escudo
E num gesto gentil
Um sorriso mútuo e abobado
Entre os mimos
E perfis lançados
A tentativa de errar
De vacilar na culpa
Por não saber amar
E as desculpas
Jogam-se ao mar
Ondas de medo
Criadas pelos ventos
De cada momento
Que teima em retornar
Fecho os punhos
Mordo os lábios
La vem o beijo
La vem o abraço
To pronto para saltar
Aprofundar-me
Em teus olhares
Embaraçar-me
Em teu corpo
Sem deixar espaço
Para respirar
Carne fraca
Mente forte
Coração mole
Sem ar e sem palavras
Entre os lençóis
A canção de ninar
Por Thyago e Leonardo Jr
3 comentários:
E o coração calculadora, kd? ;***
Adorei! ^^
Obrigado por escrever.
Poesia maravilhosa, parabéns!
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